sábado, 19 de outubro de 2013
CENTENÁRIO DE VINÍCIUS DE MORAES
Dia Da Criação
Vinicius de Moraes
Composição: Vinicius de Moraes
I
Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.
Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.
Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.
II
Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há um tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado
Link: http://www.vagalume.com.br/vinicius-de-moraes/dia-da-criacao.html#ixzz2iD18ZJ7m
domingo, 11 de novembro de 2012
SHAMBALLA
Lila
Essas são as do Coloquio das Artes
fonte de pesquisa: Wikipedia
terça-feira, 12 de junho de 2012
Eros e Psiquê
Mas esses versos na voz da Maria Bethânia humm!! É tudo!!!
Eros e Psiquê
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
- Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
- A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
- Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
- Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
- E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
- E, inda tonto do que houvera,
- Fernando Pessoa
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
quinta-feira, 17 de maio de 2012
ACHADO DO DIA
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
BOAS FESTAS
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
DIA "D"

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 8 de abril de 2010
AGORA UM TRISTE OLHAR
Foto 1: Favela aleatória
Foto 2 Deslizamento do morro do Bumba
O anúncio da tragédia estava ao alcance dos olhos, pra quem quisesse ver.
Finalmente aconteceu, infelizmente aconteceu.
Tantas vidas se perderam, tantas dores foram sentidas e uma enorme desolação tomou conta de uma cidade inteira.
Aconteceu!! Aconteceu mesmo!! Outra vez!!
Sabíamos que iria acontecer, era uma questão de tempo e de tempestade.
Tudo ruiu, foi por água abaixo, LITERALMENTE. Levou os sonhos, as esperanças e as vidas de tantos.
Porque tinha que ser assim??
Não é hora de apontar culpados ou fazer questionamentos. É hora de solidariedade.
Pessoas perderam muito, pessoas precisam de ajuda.
É hora de ajudar!!
E para quem puder ajudar o Colóquio das artes disponibiliza os locais de coleta de donativos.
A Secretaria municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro ampliou o número de postos de atendimento para o recebimento de doações às vítimas das enchentes e deslizamentos no Estado do Rio.
Além do Centro Administrativo São Sebastião e da Cruz Vermelha, unidades do Serviço Social do Indústria (Sesi) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) estão arrecadando donativos.
Material de limpeza, higiene pessoal, água potável e alimentos não perecíveis podem ser entregues nos postos de coleta nas unidades do Sesi/Senai em todo o estado até 7 de maio.
Na Cidade do RIO DE JANEIRO
SESI/SENAI Benfica -Praça Natividade Saldanha, 19 – Benfica – RJ Tel.: (21) 2587-4800
SESI/SENAI – Cinelândia - Rua Santa Luzia, 685 – 5º andar – Centro – Rio de Janeiro
CEP: 20030-040
SESI Honório - Rua Loreto do Couto, 673 – Honório GurgelCEP 21675-520 – RJ
SESI-Jacarepaguá - Av. Geremário Dantas, 342 – Tanque – Jacarepaguá
Rio de Janeiro – RJ – CEP: 22735-010 Tel.: (21) 3382-9999/9950
SENAI – Jacarepaguá - Av. Geremário Dantas, 940 – Freguesia – Jacarepaguá
RJ CEP 22743-010
SESI/SENAI – Laranjeiras - Rua Esteves Júnior, 47 – Laranjeiras
Rio de Janeiro – RJ – CEP: 22.231-160
Rua Ipiranga, 75 – Laranjeiras – Rio de Janeiro CEP: 22231-120
SENAI Maracanã - Rua São Francisco Xavier, 417 – Maracanã
Rio de Janeiro – CEP 20550-010Maracanã
SESI/SENAI – Santa Cruz - Rua Felipe Cardoso, 713 – Santa Cruz CEP: 23510.006
SENAI-Solda - Rua São Francisco Xavier, 601 – Maracanã
Rio de Janeiro – RJ Telefone: (21) 3978-8700
SESI/SENAI Tijuca - Rua Morais e Silva, nº 53 – Tijuca Rio de Janeiro – RJ – CEP: 20271-030
SESI/SENAI – Vicente de Carvalho - Av. Pastor Martin Luther King Jr.
(antiga Av. Automóvel Clube), 6475 - Vicente de Carvalho – Rio de Janeiro CEP: 21371-310
Na cidade de NITERÓI
SENAI – Niterói - Rua General Castrioto, 460 – Barreto Niterói – RJ
As doações também podem ser entregues nos seguintes locais:
NO MUNICÍPIO DO RIO
Centro Administrativo São Sebatião (Prefeitura) - Rua Afonso Cavalcanti 455, térreo
Cruz Vermelha Praça da Cruz Vermelha s/nº, no Centro
Centro de Referência da Assistência Social Germinal Domingues
Rua Ambiré Cavalcanti 95, no Rio Comprido
Quadra da Mangueira - Rua Visconde de Niterói 1.072
Centro de Referência Especializado da Assistência Social Maria Lina
Rua São Salvador 56, Laranjeiras
Centro de Referência Especializado da Assistência Social Arlindo Rodrigues
Rua Desembargador Isidro 48, na Tijuca
Centro de Referência da Assistência Social Rinaldo de Lamare
Avenida Niemeyer 776, em São Conrado
Região Administrativa Jacarezinho - Praça da Concórdia
Quadra da escola de samba Jacarezinho
Avenida Dom Helder Câmara, em frente ao número 2.066
4ª Coordenadoria de Assistência Social - Rua da Regeneração 654, em Bonsucesso
Centro de Referência da Assistência Social Anilva Dutra Mendes Posto de Saúde Nagib Farah, na Rua Antônio Albuquerque s/nº, no Jardim América
5ª Coordenadoria de Assistência Social - Rua Capitão Aliatar Martins 211
Centro de Referência Especializado da Assistência Social Professora Márcia Lopes
Rua Carvalho de Souza 274, em Madureira
6ª Coordenadoria De Assistência Social (Subprefeitura da Zona Norte)
Rua Luiz Coutinho Cavalcanti 576, em Guadalupe
Coordenadoria de Assistência Social Francisco Sales Mesquita
Rua Sargento de Milícias s/nº, na Pavuna, ao lado da delegacia
7ª Coordenadoria de Assistência Social - Estrada do Guerenguê 1.630, em Curicica
Centro de Referência Especializado de Assistência Social Daniela Peres
Rua Albano 313, na Praça Seca
CREAS Adailza Sposati - Rua Professor Carlos Venceslau 211, em Realengo
Centro de Referência da Assistência Social Heloneida Studart
Rua Rangel Pestana 510, em Bangu
9ª Coordenadoria de Assistência Social
Rua José Euzébio s/nº (antiga Rua do Rádio), em Campo Grande
Centro de Referência da Assistência Social Cecília Meireles
Rua Olinda Elis 470, rampa 4, 3º andar , em Campo Grande
10ª Coordenadoria de Assistência Social
Avenida Brasil s/nº, em Santa Cruz (esquina com Avenida Padre Guilherme Decaminada)
Centro de Referência Especializado da Assistência Social Padre Guilherme Decaminada
Rua Lopes Moura 46, em Santa Cruz
OUTROS MUNICÍPIOS
SÃO GONÇALO - As doações devem ser entregues na sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, na Rua Uricina Vargas 36, Alcântara, em frente ao 7º BPM
SÃO JOÃO DE MERITI - Os donativos estão sendo recolhidos na Secretaria municipal de Promoção Social, na Avenida Presidente Lincoln 899, Vilar dos Teles, no prédio da prefeitura, no térreo
DUQUE DE CAXIAS - Sede da Secretaria municipal de Integração Segurança Pública e Defesa Civil, na Rua Silva Ferrando s/nº, no parque Duque, próximo ao Centro de Caxias. Mais informações pelo telefone 08000-230199
TANGUÁ - As doações podem ser entregues na Secretaria de Bem Estar Social, na Rua Vereador Manoel Macedo 680, no Centro de Tanguá, perto do Banco do Brasil
E EM NITERÓI - No Clube Canto do Rio
Avenida Visconde do Rio Branco 701, ao lado do DCE da Universidade Federal Fluminense (UFF)
Mais informações podem ser obtidas com a Ouvidoria da Secretaria municipal de Assistência Social, pelo telefone (21) 3973-3800
Dados coletados do portal G1 da Globo.com
http://g1.globo.com/jornalhoje/0,,16010,00.html
segunda-feira, 1 de março de 2010
OLHAR CARIOCA

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
É CARNAVAL!!!!!

Em 1545, no Concílio de Trento, foi decidido que o carnaval voltaria a ser uma festa popular e, em aproximadamente 1723 chegou ao Brasil trazido pelos portugueses. Nessa época a festa era chamada de entrudo, palavra que vem do latim "introitu" (entrada), pois a comemoração começava na entrada (início) da Quaresma.
Em finais do século XVIII, o entrudo era praticado por todo o país, consistindo em brincadeiras, como guerra de ovos, lama e líquidos diversos (vinagre, água suja, etc), que variavam de acordo com os locais e os grupos sociais envolvidos. As primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira foram através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o entrudo popular sob forte controle policial. Uma série de proibições se sucedem na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira.
Mais tarde surgiram as fantasias e os desfiles de blocos (cordões) e, somente no século XIX, os desfiles carnavalescos com carros decorados, os corsos. As famosas marchinhas foram acrescentadas, e assim, a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.
Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!". A música foi composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da commedie dell'art.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Presente de Ano Novo

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
ANO 2

quarta-feira, 28 de outubro de 2009
OI GEEENTEEEE!!!!!

terça-feira, 7 de julho de 2009
ANDARILHO DA LUA

Um dia da minha vida, eu me lembro do lugar, alguém tocou o meu rosto e eu me virei e olhei em volta. Outro dia da minha vida, eu me lembro bem, alguém tocou a minha alma. Era um menino, um "molequinho" como costumamos dizer por aqui. A distância cronológica entre nossas vidas era pequena, mas as meninas teimam em crescer depressa não é?
Smile: Charles Chaplin/ John Turner/ Geofrey Parsons
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Começar De Novo

domingo, 10 de maio de 2009
MÃE

À medida que o Cristianismo espalhou-se pela Europa cresceu o culto a “Igreja Mãe”, ou seja, a força espiritual que lhes dava vida e os protegia do mal. Ao longo do tempos a festa da Igreja confundiu-se com a celebração do Domingo da Mãe.
Nos Estados Unidos a comemoração de um dia dedicado às mães foi sugerida pela primeira vez em 1872 por Julia Ward Howe e algumas apoiantes que se uniram contra a crueldade da guerra civil e lutaram, principalmente, por um dia dedicado à paz.
No entanto, a maioria das fontes mostra unanimidade acerca da idéia de que a criação de um dia para as mães partiu de Anna Jarvis, em 1904, ocasião do falecimento de sua mãe. Anna chamou a atenção na igreja de Grafton para a criação de um dia de homenagens às mães. Três anos mais tarde, a 10 de maio de 1907, foi celebrado o primeiro Dia das Mães, na igreja de Grafton, reunindo famílias e amigos. Nesse dia a sra. Jarvis enviou para a igreja 500 cravos brancos, para serem usados por todos, simbolizando as virtudes da maternidade. Ao longo dos anos enviou mais de 10.000 cravos para a igreja de Grafton, sendo os vermelhos para as mães ainda vivas e os brancos para as já falecidas. Os cravos (e outras flores) hoje oferecidos a elas são considerados, mundialmente, como símbolos da pureza, da força e da resistência das mães.
Segundo Anna Jarvis o objetivo deste dia seria tomarmos novas medidas para um pensamento mais ativo sobre as mães, através de palavras, presentes e afeto e, de todas as maneiras possíveis, proporcionar a elas felicidade todos os dias.
Diante da aceitação a sra. Jarvis e os seus apoiantes começaram a escrever a pessoas influentes, como ministros, homens de negócios e políticos a fim de solicitar o estabelecimento de um dia para as mães a nível nacional, o que daria a elas o justo estatuto de suporte da família e da nação.
A campanha foi tão bem sucedida que em 1911 foi celebrado em praticamente todos os estados. Em 1914, o Presidente Woodrow Wilson declarou, oficialmente e a nível nacional, o 2º Domingo de maio como o Dia das Mães.
Atualmente, a maioria de nós celebra o Dia das Mães com pouco conhecimento de como tudo começou. No entanto, podemos identificar-nos com o respeito, o amor e a honra demonstrados por Anna Jarvis há 102 anos atrás.
Apesar de mais de um século ter passado, o amor que foi oficialmente reconhecido é o mesmo amor que é celebrado hoje e, à nossa maneira, podemos fazer deste um dia muito especial.
E é o que fazem praticamente todos os países, apesar de cada um escolher diferentes datas ao longo do ano para homenagear aquela que nos deu a vida. No Brasil o mês de maio, e o Dia das Mães em especial, é também dedicado a Maria, mãe de Jesus e de todos nós.
A todas as mães maravilhosas que visitam o Colóquio das Artes deixo o meu carinho e votos de que todos os dias sejam especiais.
Bjs,
Lila
domingo, 12 de abril de 2009
PÁSCOA
A Páscoa cristã comemora a vitória sobre a morte. Jesus, após sua morte na cruz, foi levado ao sepulcro, onde permaneceu por três dias até "ressurgir" para seus discípulos.
A festa tradicional da Páscoa associa a imagem de um coelho e ovos pintados em cores brilhantes, representando a luz solar, e são oferecidos como presentes.
A origem desse símbolo vem do fato de que os coelhos são notáveis por sua capacidade reprodutiva e, como a Páscoa representa o renascimento, os coelhos servem bem como símbolo de fertilidade.
UMA LINDA E DELICIOSA PÁSCOA PARA TODOS!!
quarta-feira, 18 de março de 2009
PODEROOOOOSA!!!!!!!!!!

Caricatura feita por Stefan, do blog "Meu mouse matou meu lápis"
http://stefanpastorek.blogspot.com/
Alguns momentos marcam nossa vida de modo tão especial que ficam para sempre. Belas tardes, boas companhias, bons filmes. Lembro-me de vê-lo na TV deslizando o carvão pelo papel e, como um mágico, fazendo surgir diante dos meus olhos deslumbrantes criações. Ficava imaginando como seria possuir aquela habilidade e talento. Com que facilidade as formas, o movimento e a textura dos tecidos brotavam na tela guiados por suas mãos. A admiração pelo seu trabalho me levou ao curso de desenho de moda. Naquele tempo não existia faculdade de moda e estilo e, então, resolvi começar o percurso por aí, seguindo depois as aulas de modelagem e estamparia. Aí... veio o casamento, vieram os filhos e a vida seguiu outro rumo.
Ouvi certa vez ele contar, num de seus programas, que no início de sua carreira tinha os modelos na mente mas não sabia direito expressá-los no papel para que tomassem forma e outras pessoas pudessem ver. Então decidiu que no dia seguinte saberia como fazê-lo e passou toda a noite aprendendo, sozinho, a desenhar. Aprendeu e, com seu talento indiscutível, seguiu seu caminho de sucesso. Começou a trabalhar com moda ainda bem jovem quando um colega de classe sugeriu que ele desenhasse uns vestidos e, numa página de caderno, ele desenhou 11 modelos que foram levados a uma loja no centro de São Paulo e a gerente encomendou seis deles .
Clodovil Hernandez nasceu em 17 de junho de 1937 em Elizário, uma pequena cidade do interior do Estado de São Paulo e de lá saiu para encontrar o sucesso na capital. Era filho adotivo de um casal de imigrantes espanhóis, Domingo Hernández e Isabel Sánchez, e nunca conheceu seus pais biológicos. Foi educado em um colégio interno católico e tornou-se professor. Entretanto, sua arte e o amor pela moda falaram mais alto e formou-se o estilista (costureiro na época) que entendeu a moda sem fronteiras, apesar de defender e valorizar o estilo próprio da moda brasileira. Nos anos 60 ganhou fama criando roupas para celebridades como Elis Regina (sua grande amiga) e Cacilda Becker.
De gosto refinado, falava 3 idiomas e ele próprio se tornou moda apresentando programas de TV, onde dava dicas sobre moda e criava modelos exclusivos para quem lhe escrevia. Colecionou durante estes anos inúmeras cartas de pessoas das mais distantes regiões do país e espalhou noções de educação e comportamento a quem solicitasse, independente de credo ou cultura. Embora continuando com sua carreira na Alta Costura, socializou a moda tornando-a viável e acessível a todos . De alma alternante soube sempre que poderia ir além, tonando-se um comunicador com características próprias e muito pessoais. Fez shows em Casas Noturnas, tornou-se ator e foi um premiado figurinista de Teatro.
Em 2006 entrou para a política elegendo-se deputado federal pelo Partido Trabalhista Cristão (PTC), com o terceiro maior número de votos em São Paulo, estado por onde se candidatou.
A carreira política foi curta, mas intensa e, com sua irreverência, soube dizer a que veio ao Congresso Nacional. Sabemos que os discursos no Congresso não conseguem atrair a atenção dos "nobres deputados", o que o irritou bastante, levando-o a proferir em pleno púlpito:
- Eu gostaria de saber como vocês conseguem ouvir o que estou falando, se fica esta barulheira, isto aqui está parecendo um mercado, e como brasileiro eu tenho o direito de vir aqui expressar as idéias daqueles que me elegeram.
Todos se calaram, mas nosso "velho conhecido" Paulo Maluf resolveu bajulá-lo:
-Quem de nós não conhece o senhor Clodovil, autor das melhores coleções que a moda nacional já teve ???
A resposta foi afiadíssima:
- É, eu me orgulho de ser conhecido por meu trabalho e não por atitudes ilícitas ou coisas contra a lei !!!
Assim era ele, irreverente, verdadeiro, contestador, sem "papas na língua". Enfim, gente como a gente, mas que teve a coragem de Ser e Viver como quis.
Fica assim a homenagem do COLÓQUIO DAS ARTES ao artista e sua obra.
Bjs
Lila
Elke Maravilha com uma criação de Clodovil Hernandez
Foto de Antonio Guerreiro http://antonioguerreiro1.blogspot.com/
Fontes: http://pt.wikipedia.org/
http://www2.uol.com.br/modabrasil
domingo, 1 de março de 2009
AMOR PELO RIO

Entre o mar e a montanha,
meu coração de menino
passeia uma emoção suburbana,
um aroma de quintais.
Entre a montanha e o mar,
meu coração de rapaz
leva o sorriso das moças
e a memória generosa dos amores.
Entre o azul das águas
e o verde das matas,
meu coração de velho
bate suave, terno
e ainda encantado
de amor por minha cidade.
Criança, jovem, idoso,
meu Rio me renova,
a cada dia,
num milagre permanente
de luzes, sons e cores.
Que bom dizer:
Sou Carioca!!!!
J. Carino
Homenagem ao meu, ou melhor, ao nosso Rio pelos 444 anos.
PARABÉNS!!
e...Vamos em frente!
Bjs,
Lila
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
"BOMBSHELL" OU "PEQUENA NOTÁVEL" ??
Maria do Carmo Miranda da Cunha nasceu em Portugal, na aldeia de Marco de Canavezes, perto do Porto, no dia 9 de fevereiro de 1909. Veio para o Brasil com um ano de idade, acompanhando seus pais. Era a segunda filha do barbeiro José Maria Pinto Cunha e de Maria Emília Miranda . No Rio de Janeiro, seu pai abriu um salão de barbeiro na rua da Misericórdia, estabelecendo a família no sobrado acima do salão. Carmen estudou numa escola de freiras em Santa Teresa, mas, por dificuldades financeiras da família, precisou trabalhar cedo, o que a afastou dos estudos. Teve o seu primeiro emprego aos 14 anos numa loja de gravatas e depois numa chapelaria. Nesta época a sua família residia num sobrado na Travessa do Comércio, e, para complementar a renda familiar, sua mãe passou a administrar uma pensão doméstica que servia refeições para empregados de comércio. Maria do Carmo tinha um tio que a achava exuberante demais para o pacato nome que tinha, passando, então, a chamá-la de "Carmem" como a heroina da ópera de Bizet. Em 1926, Carmen, que já tentava ser artista, apareceu incógnita em uma fotografia na seção de cinema do jornalista Pedro Lima da revista Selecta, mas foi mesmo descoberta pelo compositor e violonista baiano Josué de Barros que, encantado com seu talento passou a promovê-la em editoras e teatros. Gravou três discos, sem grande repercussão, até atingir o sucesso total com a música de Joubert de Carvalho, Pra Você Gostar de Mim, que passou a ser conhecida como "Taí".
Lançado em janeiro de 1930, esse disco bateu todos os recordes da época, vendendo 35.000 exemplares em um mês. Depois disso, Carmem nunca mais deixou de brilhar. Fazia sucesso não só no Brasil como na Argentina e Uruguai, sempre acompanhada pelo seu grupo musical "O Bando da Lua", tornando-se a estrelíssima do "show business" sul-americano nos moldes internacionais impostos pelos norte americanos, em Hollywood e na Broadway. Desse modo, Carmem conquistou também o gosto exigente dos "irmãos do norte", quando os artistas hollywoodianos Tyrone Power e Sonja Henie, em visita ao Brasil, a viram se exibindo no Cassino da Urca, já com a primeira fantasia de baiana idealizada por ela própria. Ficaram tão encantados que a recomendaram ao empresário Lee Schubert, que a contratou para ser uma das principais intérpretes da revista musical "Streets of Paris" (Ruas de Paris), montada no Broadhurst Theatre, em plena Broadway.
A figura carismática de Carmen tomou de assalto o público nova-iorquino, que se encantou também por aquela exuberante criatura, exoticamente vestida, que cantava com as mãos, com os olhos, com os pés e com os quadris. As lojas da luxuosa Quinta Avenida substituíram as criações de Dior e Chanel pelas fantasias de baiana de Carmen, seus turbantes, sapatos e balangandãs, com bons "royalties" para a cantora brasileira, já, então, carinhosamente apelidada pela imprensa nova-iorquina de "The Brazilian Bombshell" (A explosão brasileira). No Brasil, recebeu de César Ladeira, o então locutor da rádio Mayrink Veiga, o carinhoso apelido de "A Pequena Notável".
Entre 1942 e 1953 atuou em 13 filmes em Hollywood e nos mais importantes programas de rádio, televisão, casas noturnas, cassinos e teatros norte-americanos.
Em 17 de março de 1947 casou-se com o americano David Sebastian, apontado pelos biógrafos e estudiosos de Carmen Miranda como, talvez, um dos grandes responsáveis por sua decadência. David tornou-se seu "empresário" e passou a conduzir mal seus negócios e contratos. Também era alcoólatra e pode ter estimulado Carmem a consumir bebidas, das quais ela logo se tornaria dependente. O casamento entrou em crise já nos primeiros meses, mas Carmen Miranda não aceitava o divórcio pois era uma católica convicta.
Desde o início de sua carreira americana, Carmen fez uso de barbitúricos para poder dar conta de uma agenda extenuante. Tornou-se também dependente de vários outros remédios, tanto estimulantes quanto calmantes. Em 3 de dezembro de 1954, Carmen retornou ao Brasil após uma ausência de 14 anos. Seu médico brasileiro constatou a dependência química deixando-a por quatro meses internada em tratamento numa suíte do hotel Copacabana Palace. Carmen melhorou, embora não tenha abandonado completamente as drogas, o álcool e o cigarro.
Ligeiramente recuperada, retornou aos Estados Unidos em 4 de abril de 1955, retomando, imediatamente, as apresentações. Fez uma turnê por Cuba e Las Vegas entre os meses de maio e agosto e voltou a usar os barbitúricos.
No início de agosto, Carmen gravou uma participação especial no programa televisivo do comediante Jimmy Durante e, na apresentação de um número de dança, sofreu um ligeiro desmaio. Recuperou-se e terminou o número. Na mesma noite, recebeu amigos em sua residência em Beverly Hills. Por volta das duas da manhã, após beber e cantar algumas canções para os presentes, Carmen subiu para seu quarto para dormir. Acendeu um cigarro, vestiu um robe, retirou a maquiagem e caminhou em direção à cama com um pequeno espelho à mão. Um colapso cardíaco fulminante atingiu-a, aos 46 anos de idade. Aurora Miranda, sua irmã, recebeu na mesma madrugada um telefonema do marido de Carmen avisando-a sobre o falecimento. Aurora passou a notícia para as emissoras de rádio e jornais e, Heron Domingues da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, foi o primeiro a noticiar a morte de Carmem Miranda em edição extraordinária do Repórter Esso.
Em 12 de agosto de 1955, seu corpo embalsamado desembarcou de um avião no Rio de Janeiro. Sessenta mil pessoas compareceram ao seu velório realizado no saguão da Câmara Municipal da então capital federal. O cortejo fúnebre até o Cemitério São João Batista em Botafogo foi acompanhado por cerca de meio milhão de pessoas que cantavam , em surdina, "Taí", um de seus maiores sucessos.
Fonte: http://carmen.miranda.nom.br/
Bjs,
Lila





