Quando chegar o Natal desejo que vocês achem no céu a estrela mais linda, aquela que brilha para cada um. É a sua estrela. Olhem para ela e pensem Nele, que há dois milênios uma estrela parecida anunciou a chegada. Cerquem-se do brilho dela e que seus corações a recebam. Esqueçam os problemas e peçam saúde e paz. Ficarei torcendo para que a luz mostre, a vocês também, a direção correta. Que seus braços sirvam de amparo para os que precisam. Que seus sorrisos iluminados sirvam de consolo aos que choram. Que suas palavras sejam suaves e que suas vidas sejam luz. Que Ele, neste natal e por toda a vida, lhes invista da coragem para que possam seguir em frente e realizarem todos os seus sonhos.
São os Votos do Colóquio das Artes à todos os amigos e amigas que me honram com suas visitas e me acariciam com suas palavras de incentivo.
Ruas repletas, trânsito impossííííível, e..... o CALOR , AH! o CALOR, esse é imsuportáááável!!!
Mas... É NATAL!!
E para um presente útil e bonito trago a bolsa de lona preta com forro e detalhes em chita. Combina bem com o clima não é!? Com uma sandália rasteirinha fica a cara do verão.
Estou com muita saudade de todas vocês e do meu recanto, o meu "Colóquio". Por motivos alheios aos meus desejos precisei ficar longe da telinha do computador. Mas, aos poucos, volto ao nosso convívio OK?! Me Aguardem!!!
Hoje quero agradecer à minha querida Luciana da Lú Fazendo Artehttp://fotolog.terra.com.br/lufazendoarte por esse lindo selo que me presenteou, faz algum tempo e só agora pude postar. OBRIGADA LÚ pelo carinho tá?!
Bem, pelas regras do selo preciso repassar esse prêmio a 7 blogs e dizer 7 coisas que amo. Amo muitas coisas e fica difícil escolher 7, mas vamos lá:
- AVIDA em primeiro lugar, pois é dádiva divina que deve ser preservada sempre;
- A NATUREZA , e aí incluo os ANIMAIS, porque sem ela não temos vida;
- A minha FAMÍLIA, porque é o grande suporte para a minha vida;
- Os AMIGOS, quesão os companheiros da jornada;
- A minha CIDADE, tão Maravilhosa e tão aviltada e ultrajada em sua beleza! Não merecia... Não merecia!!
- O meu PAÍS, que assim como a minha cidade é tão lindo e majestoso, porém é roubado, mal tratado, desprezado e vilipendiado por seus próprios filhos, corruptos e insanos, e por estrangeiros invejosos e cobiçadores, eternos colonizadores.
-ADEUSou aquele que criou "Tudo", pedindo a Ele que olhe por nós e, se possível, um dia nos explique o sentido de "Tudo isso"!!
Era uma vez um menino pobre que nasceu no bairro do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, em 11 de outubro de 1908. Seu nome era Agenor de Oliveira , o quarto filho dos sete que Sebastião Joaquim de Oliveira e Aída Gomes de Oliveira tiveram. Desde cedo revelou seu fascínio pelo carnaval, participando de desfiles em blocos carnavalescos, já aos 8 anos de idade. Com a dificuldade para sustentar seus 7 filhos, os pais de Agenor foram morar numa casa modesta no morro da Mangueira que, na ocasião, era uma pequena favela. Na juventude trabalhou como pedreiro e ganhou o apelido de "Cartola", por usar um chapéu coco para não sujar os cabelos de cimento. Perdeu sua mãe muito cedo e por divergências com o pai, muito severo, saiu de casa aos 17 anos, passando a levar uma vida de boemia. Adoeceu e esteve à beira da morte, recuperando-se graças a ajuda dos amigos. Cartola já tinha feito belas canções e, assim como seu fiel e não menos boêmio amigo, o também sambista Noel Rosa, vendeu muitos no início da carreira. O primeiro deles foi Que infeliz sorte, de 1927, vendido por trezentos contos de réis e gravado por, nada menos que Francisco Alves. A riqueza de suas poesias e a quantidade de músicas produzidas surpreenderam pelo fato de Cartola ter estudado somente até completar o curso primário. Nunca conseguiu se integrar ao mercado de trabalho, passando a sua vida fazendo bicos como pedreiro, pintor de paredes, lavador de carros, vigia de prédio e contínuo de repartição pública. Na década de 1920 os blocos de carnaval resolveram se organizar na forma de sociedades permanentes. Ismael Silva fundou, no Estácio, uma associação que se autodenominou Escola de Samba, a Deixa Falar. Em 28 de Abril de 1928, Cartola e mais sete amigos, dentre eles Heitor dos Prazeres, reuniram-se na casa do Euclides da Joana Velha, na favela da Mangueira, e resolveram juntar os blocos carnavalescos do morro, nascendo, assim, a Escola de Samba Estação Primeira de Mangueira. A escolha das cores e o nome da escola são atribuídos a Cartola e já no primeiro desfile, com o samba enredo "Chega de Demanda" de Cartola, a Mangueira ganhou seu primeiro prêmio de carnaval, no desfile realizado, na época, na Praça Onze. Cartola seguiu como diretor de harmonia e como um dos compositores da escola, dedicando a isso boa parte de sua vida. Seus sambas foram gravados por vários cantores da década de 1930. Em 1940, participou de gravações com vários músicos brasileiros tais como: Pixinguinha, João da Baiana, Donga, Jararaca, Zé da Zilda e outros, a bordo do navio "Uruguai". Estas gravações compunham um projeto do maestro americano Leopold Stokowski e foram lançadas nos Estados Unidos em 1946, numa coletânea intitulada "Native Brazilian Music". Por volta dos anos 50 Cartola ficou viúvo e contraiu meningite. Na ocasião não morava mais na sua querida Mangueira, sendo encontrado por Sérgio Porto lavando carros e trabalhando num posto de gasolina nas madrugadas de Ipanema. Sérgio resolveu, então, relançá-lo como cantor e compositor. Em 1952, curado da meningite, voltou a viver no morro da Mangueira e iniciou o namoro com a também viúva dona Euzébia Silva do Nascimento, a famosa Dona Zica - cunhada de Carlos Cachaça. Cartola e Dona Zica casaram-se depois de doze anos juntos, em 1964 e, como nos contos, viveram felizes para sempre, até a morte dele em 30 de novembro de 1980. Foi ao lado de Dona Zica que Cartola compôs "As Rosas não Falam", "Nós Dois" (dois dias antes do casamento deles), "Tive Sim" e "O sol Nascerá" (parceria com Elton Medeiros e gravada na voz de Nara Leão). Foi somente em 1974, já aos 65 anos, que gravou seu primeiro disco, Cartola, produzido por Marcus Pereira. Apesar do grande sucesso de seus sambas, Cartola morreu pobre, em uma casa doada pela prefeitura da cidade do Rio de Janeiro. Muitas homenagens póstumas foram prestadas a Cartola por artistas como Beth Carvalho, Alcione, Paulinho da Viola, Chico Buarque, Leny Andrade, Cazuza, Marisa Monte e outros. São de Cartola grandes sucessos como "As Rosas Não Falam", "O Mundo é um Moinho", "Ensaboa Mulata", "O Sol Nascerá", "Cordas de Aço", "Preciso Me Encontrar" (música de Candeia, que ganhou gravação definitiva na voz de Cartola) e "Acontece", interpretados por Marisa Monte, Fagner e Gal Costa, ou até por roqueiros dos anos 1980.
Cartola não existiu, foi um sonho que a gente teve. Nelson Sargento
E, em homenagem à Cartola, o Colóquio das Artes brinda a quem o visita com essa maravilha feita por Cartola, na brilhante interpretação de Beth Carvalho.
Certa vez, viajava Francisco com seus irmãos quando perceberam que ao lado da estrada havia uma árvore lotada de passarinhos. Francisco disse então a seus companheiros: "aguardem por mim, pois preciso pregar aos meus irmãos pássaros". Os pássaros, atraídos pelo som de sua voz, cercaram-no e nenhum deles voou enquanto Francisco falava a eles. O "poverello" ou o "pobrezinho de Assis", como Francisco era chamado, foi um ser iluminado, criatura de paz e de bem, terno, gentil e amoroso. Amava toda a natureza e os animais, que tinham dele especial atenção. Era um poeta que cantava o Sol, a Lua e as Estrelas e sua alegria e simplicidade lhe granjearam tamanha estima e simpatia que fizeram dele uma das criaturas de Deus mais populares dos nossos dias. Por sua defesa e integração com a natureza ficou conhecido como o protetor dos animais e, em 1979, foi proclamado pelo Papa João Paulo II como o "Santo Patrono da Ecologia". "Todas as coisas da criação são filhos do Pai e irmãos do homem... Deus quer que ajudemos aos animais, se necessitam de ajuda. Toda criatura em desgraça tem o mesmo direito a ser protegida." - Palavras atribuídas a São Franciscode Assis.
São Francisco de Assis pregava mais fidelidade ao evangelho, optando pelo voto de pobreza que, mais tarde, caracterizaria a Ordem Franciscana. Dedicou sua vida à idéia de uma irmandade que integrasse todos os homens, a natureza e os animais, mas não pretendia ser seguido em sua escolha de vida despojada. No entanto, acabou aceitando a criação natural da Ordem Franciscana, que completa, em 2008, 800 anos de existência. Ele dizia que queria seguir os passos de Jesus pelo voto de pobreza, pois o Cristo foi pobre enquanto esteve entre nós.
São Francisco morreu em 04 de outubro de 1225 ou 1226 e, dois anos antes de morrer, já doente e cego, escreveu o "Cântico do Irmão Sol", um louvor a todos os elementos da natureza, que o Colóquio das Artes transcreve para vocês, em celebração ao DIA MUNDIAL DOS ANIMAIS, que tanto precisam de nossa ajuda, do nosso amor, respeito e proteção.
Bjs,
Lila
Louvado seja Deus na natureza, Mãe gloriosa e bela da Beleza, E com todas as suas criaturas;
Pelo irmão Sol, o mais bondoso E glorioso irmão pelas alturas, O verdadeiro, o belo, que ilumina Criando a pura glória - a luz do dia! Louvado seja pelas irmãs Estrelas, Pela irmã Lua que derrama o luar, Belas, claras irmãs silenciosas E luminosas, suspensas no ar.
Louvado seja pela irmã Nuvem que há-de Dar-nos a fina chuva que consola; Pelo Céu azul e pela Tempestade; Pelo irmão Vento, que rebrama e rola.
Louvado seja pela preciosa, Bondosa água, irmã útil e bela, Que brota humilde. É casta e se oferece A todo o que apetece o gosto dela.
Louvado seja pela maravilha Que rebrilha no Lume, o irmão ardente, Tão forte, que amanhece a noite escura, E tão amável, que alumia a gente.
Louvado seja pelos seus amores, Pela irmã madre Terra e seus primores, Que nos ampara e oferta seus produtos, Árvores, frutos, ervas, pão e flores.
Louvado seja pelos que passaram Os tormentos do mundo dolorosos, E, contentes, sorrindo, perdoaram; Pela alegria dos que trabalham, Pela morte serena dos bondosos.
Louvado seja Deus na mãe querida, A natureza que fez bela e forte.
Louvado seja pela irmã Vida Louvado seja pela irmã Morte.
Considerado, quase por unanimidade, como o maior escritor brasileiro de todos os tempos e figurando entre os grandes gênios literários do mundo, Joaquim Maria Machado de Assis chega aos 100 anos de sua partida tão atual quanto em 1908. Filho de Francisco José de Assis, um pintor de paredes descendente de escravos alforriados e de Maria Leopoldina Machado, portuguesa da ilha de São Miguel, Machado de Assis passou toda sua infância na Ladeira Nova do Livramento no Rio de Janeiro. De saúde frágil, epilético e, ainda por cima gago, sabe-se pouco de sua infância e início da juventude. Sabe-se, porém, que ficou órfão de mãe muito cedo e também perdeu a irmã mais nova para o sarampo. Não freqüentou escolas regulares, mas, em 1851 com a morte do pai, sua madrasta Maria Inês, à época morando no bairro de São Cristóvão, emprega-se como doceira em um colégio. Machadinho, como era chamado, passa então a vender doces. Nessa escola tem contato com professores e, mesmo sem ter acesso a cursos regulares, com empenho e dedicação aos estudos torna-se um dos maiores intelectuais do país. Adquiriu fluência em francês com o auxílio do forneiro da padaria de Madame Gallot e, o inglês, aprendeu por sua própria conta. Isso lhe permitiu traduzir, ainda na juventude, Victor Hugo e Edgar Allan Poe, trabalhadores do Mar e O corvo, respectivamente. Sua origem humilde não o impediu de sonhar, conseguindo trabalho como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Oficial, cujo diretor era o romancista Manuel Antônio de Almeida. Em 1854, com 15 anos incompletos, publicou o primeiro trabalho literário, o soneto "À Ilma. Sra. D.P.J.A.", no Periódico dos Pobres, número datado de 3 de outubro de 1854. Mas, foi em 1855 sua estréia oficial na literatura com o poema "Ela",publicado na revista Marmota Fluminense. Tornou-se contista, cronista, poeta e crítico literário, sendo respeitado como intelectual, antes mesmo de se firmar como grande romancista. Em 1864 faz sua estréia em livro com Crisálidas, livro de poemas e em 1869 casa-se com a portuguesa Carolina Augusta Xavier. Em 1873 ingressa no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, como primeiro-oficial e, posteriormente, como servidor público, aposentando-se no cargo de diretor do Ministério da Viação e Obras Públicas. Machado de Assis foi, também, um exímio jogador de xadrez, tendo formulado problemas enxadrísticos para diversos periódicos e mesmo participado do primeiro campeonato disputado no Brasil. Em muitas de suas obras faz menções ao jogo, como, por exemplo, em Iaiá Garcia. A chamada primeira fase de sua carreira ou, a fase Romântica, é marcada por obras tais como: Ressurreição (1872),A Mão e a Luva (1874),Helena (1876), e Iaiá Garcia (1878), além das coletâneas de contos Contos Fluminenses (1870),Histórias da Meia Noite (1873), das coletâneas de poesias Crisálidas (1864),Falenas (1870),Americanas (1875), e das peças Os Deuses de Casaca (1866),O Protocolo (1863),Queda que as Mulheres têm para os Tolos (1864) e Quase Ministro (1864). Em 1881 abandona, definitivamente, o romantismo e publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, um marco do realismo no Brasil. O livro, extremamente ousado para os padrões da época, é escrito por um defunto, começando com uma dedicatória inusitada: “Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas”. Tanto Memórias Póstumas de Brás Cubas como as demais obras de sua segunda fase, transpõem as fronteiras do realismo e escapam aos limites de todas as escolas, criando uma obra única. Como traços marcantes dessa segunda fase temos a introspecção, o humor e o pessimismo com relação à essência do homem e seu relacionamento com o mundo. Como obras principais dessa fase temos: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900), Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908), além das coletâneas de contos Papéis Avulsos (1882), Várias Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1906), Relíquias da Casa Velha (1906), e da coletânea de poesias Ocidentais. Suas crônicas não têm o mesmo brilho dos seus romances e contos e seus poemas têm uma diferença curiosa com o restante de sua produção literária. Na prosa Machado é contido e elegante, mas na poesia é, algumas vezes, chocante na crueza dos termos — similar talvez à de Augusto dos Anjos. Machado em suas obras interpela o leitor, ultrapassando a chamada *quarta parede, por influência de Manuel Antonio de Almeida, que já havia utilizado a técnica, bem como Miguel de Cervantes e outros autores, só que, nenhum deles, com tanta ênfase quanto Machado. Em 1904 Machado fica viúvo e escreve um de seus melhores poemas, Carolina, em homenagem à esposa. Muito doente, solitário e triste depois da morte de Carolina, Machado de Assis também parte, em 29 de setembro de 1908, em sua casa no Cosme Velho. Nem nos últimos dias aceitou a presença de um padre que lhe tomasse a confissão.
Machado foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras e seu primeiro presidente, casa esta, também chamada de Casa de Machado de Assis.
*O termo "quarta parede" é utilizado para definir a parede não existente ou "parede imaginária" entre a cena e o público. Termo usado em espetáculos teatrais onde não há interação do elenco com a platéia.
Seguindo o caminho das flores encontramos o GIRASSOL, ou helianthus annus. Trata-se de uma flor exótica, de origem americana, que foi levada para a Europa no Séc. XVI. Acredita-se que, mais precisamente, o girassol é proveniente do Perú, uma vez que foram "encontradas" por Francisco Pizarro, oconquistador do Perú, diversas imagens e objetos moldados em ouro que faziam alusão ao girassol como o "Deus Sol" da cultura Inca, que foi destruída, dizimada e massacrada pelo tal "el grande conquistador" espanhol. Mas, independente da história triste do povo Inca, o girassol, com sua cor amarelo ouro e uma certa alegria tropical, espalhou-se pelo mundo cobrindo campos, colorindo casas e inspirando obras de pintores geniais como Van Gogh. As flores representam dignidade, glória e paixão, sugerindo uma altivez que se mantém com alegria e integridade. Mas, seu simbolismo principal está ligado à lealdade e à longevidade, significando, ainda, a fama, o sucesso, a sorte e a felicidade. O girassol tem uma beleza incontestável, um caule forte e ereto e um grande valor medicinal. Sua flor, em um trabalho minucioso da natureza, é a união de centenas de outras flores miudinhas, delicamente colocadas sobre uma base circular. Seu cultivo industrial ocorreu por volta do séc. XIX pelos Russos, que perceberam a importância da utilização das sementes em óleo comestível. Adota o comportamento vegetal conhecido como heliotropismo, ou seja, "gira" o caule de modo a sempre estar com a "face" voltada para o sol. As folhas podem inibir o crescimento de plantas daninhas através do fenômeno da alelopatia. O girassol floresce durante o verão, podendo estender seu florescimento até o outono, desde que supridas as suas necessidades, que são: Sol, pouco vento, terra boa e poda das flores desvanecidas.
E, para ilustrar, trago os girassóis que foram pintados no vasinho de alumínio com a intenção de dar um toque de alegria e vida ao ambiente, renovando energias e trazendo a luz do sol para aquele que se propõe a tornar o seu, um doce e iluminado lar.
Como disse antes, esse mês é das flores. Começo pelas TULIPAS por serem flores raras e difíceis de cultivar, que guardam segredos sabe? Acho que são flores muito femininas, misteriosas como as mulheres. Ainda é discutível a origem destas belas flores de ar elegante e sofisticado. Muito provavelmente tiveram sua origem em Constantinopla, atual Istambul, tida por alguns como a "capital da Turquia Européia". Porém, outros afirmam que é originária da China. No entanto foi na Holanda que a flor se desenvolveu e virou paixão. Seu nome tem origem na palavra persa turban (turbante) devido a sua forma, como um turbante invertido. Planta da família das Liliáceas, ela produz folhas que podem ser oblongas, ovais ou lanceoladas. As tulipas expressam o amor perfeito, significado este que se liga à forma, na verdade um tanto indefinível, e a suas cores e elegância. São flores muito românticas e sempre que são oferecidas, são presentes diretos e perfeitos. A tulipa traduz um papel significativo na arte e na cultura do tempo. Sua popularidade se espalhou rapidamente, particularmente nos Países Baixos, mas, nos dias atuais, elas são cultivadas em todo o mundo. Como muitas flores, as cores diferentes das tulipas também carregam seu próprio significado.
As tulipas vermelhas são mais fortemente associadas ao amor verdadeiro, enquanto a lilás simboliza o luxo. O significado das tulipas amarelas evoluiu de representação do amor impossível para a expressão dos pensamentos e a luz do sol transmitindo prosperidade. As brancas significam uma mensagem de perdão e as tulipas coloridas, devido as vastíssimas variedades de cores, representam “olhos bonitos”. Na hora de adquirir um vaso de tulipas naturais, prefira aquele com as flores ainda em botão. Dessa forma, você terá belas tulipas por mais tempo. Mantenha o vaso em local fresco, com boa luminosidade, mas longe de ventos e do sol forte. Outra dica interessante é colocar 1 ou 2 pedras de gelo, pela manhã e à tarde, sobre a terra do vaso, todos os dias. Assim diminui o excesso de calor.
Mas, na ausência da flor natural, apresento à vocês esse trabalho em MDF. Batizei de "Tulipas para Sempre", representadas em cores que querem, apenas, revelar a paixão pelo artesanato e expressar o sentimento de paz de quem se dedica a realização dessa tarefa tão delicada, difícil e envolvente.
A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.
Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.
Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.
Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Texto extraído do livro "Cecília Meireles - Obra em Prosa - Volume 1", Editora Nova Fronteira - Rio de Janeiro, 1998, pág. 366.
A partir de agora tudo "serão flores"!
Flores grandes e pequenas, vermelhas ou amarelas.
Orquídeas, lírios, Rosas, Violetas....
Todas elas reunidas para celebrar a vida, para receber
"Passem-se dias, horas, meses, anos Amadureçam as ilusões da vida Prossiga ela sempre dividida Entre compensações e desenganos. Faça-se a carne mais envilecida Diminuam os bens, cresçam os danos Vença o ideal de andar caminhos planos Melhor que levar tudo de vencida. Queira-se antes ventura que aventura À medida que a têmpora embranquece E fica tenra a fibra que era dura. E eu te direi: amiga minha, esquece... Que grande é este amor meu de criatura Que vê envelhecer e não envelhece."
Vinícius de Moraes (Rio, 1942) Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa",
Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.
"Aonde quer que eu vá, descubro que um poeta esteve lá antes de mim"
Sigmund Freud
Hoje completo mais uma "primavera"!!
Mais uma ...de algumas (psiu!!!muitas, mas não espalhem!!).
Ofereci-me flores. Orquídeas, minhas preferidas.
De Vinícius, tomei este soneto,
presente do poetinha querido!
Para mim e para todos.
Nasci sim num dia de agôsto,
o mês do desgosto, não é isso que dizem?
Mas...estou aqui e espero ficar um pouco mais, ainda,
se estiver nos planos Divinos.
Não sei direito a que vim, mas pretendo descobrir à tempo.
Quero, então, brindar com vocês, nesse 21 de agôsto, pois
Assim como desejei às mães, desejo, também aos pais, que sejam abençoados e que todos os filhos aproveitem o dia dedicado à eles (pais) para os abraçarem e mostrarem o quanto são imprescindíveis em suas vidas. Os pais verdadeiros, aqueles que realmente assumem esse papel, esses, iluminam os caminhos de seus filhos, mostrando-lhes até onde podem e devem ir e como lá chegar. Dão "as cartas" e a confiança para enfrentarem os desafios da vida, amparando-os nos momentos difíceis. Aproveitem então, filhos, o dia de hoje e agradeçam a seus pais por tudo isso.
São os votos dessa, que também é filha, e que, mesmo não tendo mais o pai para abraçar, agradece a ele por tudo que recebeu e deseja que ele esteja em algum lugar de muita PAZ!!
Sirvo-me do mês de Julho para justificar a minha ausência. Férias, filhos em casa e... o tempo passando!! Não tem sobrado muito para o colóquio ou para mim, o que dirá para fazer "minhas artes". Mas, não me queixo. Esse clima de pintinhos sob as asas é ótimo, mesmo quando não são mais tão "inhos" assim. Essa pausa serve também para planejar, organizar as idéias e logo colocá-las em prática para mostrar à vocês. Enquanto isso... mostro outras artes e outros artistas.
Hoje trago mais notícias do Gabriel. Como disse antes à vocês, esse menino tem futuro. Recebi notícias sobre o seu aprendizado na arte da fotografia e fui brindada ao ver a sua imagem (é o menino de boné azul) e ler a sua entrevista ao participar de um curso para "jovens fotógrafos amadores". A entrevista é em inglês porque ele mora lá no Texas. É, ele gosta mesmo disso, e eu, adoro vê-lo crescer. É tão especial poder desenvolver habilidades que nos dão alegria não é mesmo? Então quero aqui, mais uma vez, parabenizar o Gabriel, o mais jovem talento da família.
Depois de um período de ausência retorno ao colóquio. Senti saudades, mas o tempo... ah! o tempo!! Escapa como água entre os dedos.
Tentamos domá-lo como fazem os peões com cavalo xucro, mas é em vão, esse cavalo não há quem dome. O que nos resta é tentar fazer dele um aliado (se é que isso é possível), acumulando sabedoria, experiência e um certo feeling para perceber o que está à frente. Projetar o futuro vivendo intensamente o presente, pois é só o que temos de fato, o HOJE, mais precisamente, o AGORA.
E foi utilizando essa percepção que notei, numa criança, sobrinho e afilhado de 11 anos, grande habilidade com uma câmera fotográfica. Pois é! O danadinho tem talento mesmo! Daqui pra frente é só aperfeiçoar a técnica. Ele gosta de fotografar a natureza, pura e simples em sua beleza, e aí entram os insetos, os bichinhos disponíveis e as flores com suas cores exuberantes. Enfim, venho, nesse espaço dedicado a arte, homenagear esse artista mirim com uma pequena mostra do seu talento, torcendo para que prossiga e continue a fotografar a VIDA. Quem sabe, no futuro, não veremos suas fotos incríveis nas páginas do National Geographic.
Ah... eu ia me esquecendo, o nome do artista é Gabriel.
A data foi estabelecida em Estocolmo, na Suécia, por ocasião da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente, em 1972. No Brasil, através do decreto 86.028 de 27 de Maio de 1981, ficou instituída a Semana Nacional do Meio Ambiente, de 30 de maio à 05 de junho.
Foi em 1866 que o biólogo alemão Ernest Haeckel (1834 - 1919) propôs, formalmente, a disciplina que passaria a estudar a relação dos seres vivos com o meio ambiente, a Ecologia, como um ramo de estudos da Biologia.
Mas, o que temos mesmo para comemorar hoje?
Sem dúvida é dia de declarações, de promessas e avocações de compromissos por parte dos chefes de estado, secretários e ministros do meio ambiente. Porém, em verdade, o que se tem feito é muito pouco em relação ao tamanho real do problema.
O Séc. XX ficou evidenciado como o século da tecnlogia e do progresso industrial, que surgiram como promessas de suprimento das necessidades materiais, da redução das desigualdades sociais e restabelecimento da Paz entre os povos do mundo. O que vimos nos últimos 50 anos, foi o aumento da produção mundial de grãos, da quantidade de terras irrigadas para a agricultura, da produção industrial, que nos "beneficiou" com mais de 500 milhões de automóveis e com comodidades, tais como televisores, geladeiras, lavadoras, computadores, celulares, microondas, etc. e etc. Entretanto, paralelamente às vantagens, o planeta perdeu 20% de terras férteis e de florestas tropicais com sua biodiversidade, o nível de CO2 aumentou em 13%, 3% da camada de Ozônio foi destruída, toneladas de materiais radioativos foram despejados na atmosfera e nos solos, os desertos tornaram-se mais vastos e rios e lagos, simplesmente sumiram, devido à chuva ácida e esgotos doméstico e industrial.
Não podemos, então, chamar de maravilhoso esse progresso que destrói os recursos naturais e sobre o qual as futuras gerações nos chamarão a prestar contas. A tecnologia nos passa a ilusão de estarmos no comando, controlando tudo, mas o que ocorre de fato, é que ela nos afasta da natureza e das coisas simples da vida.
Não quero, com isso, dizer que sou contra as novas tecnologias ou o crescimento econômico. Sei que essa "roda" não para mais de girar, mas... é necessário um crescimento responsável.
Se cada um fizer a sua parte, podemos, ainda, preservar o que sobrou, aprendendo a consumir menos, cultivando o amor pela natureza e por todos os seres que dela fazem parte. Desse modo, teremos a chance de mudar o curso nefasto dessa história.
Cabe a cada um contribuir para a preservação da vida, hoje e sempre.
OS DEZ MANDAMENTOS AMBIENTAIS
1. Estabeleça princípios ambientalistas: assuma compromissos ambientais que incluam metas possíveis de serem alcançadas; 2. Faça uma investigação de recursos e processos: ajude a implantar e participe, por exemplo, da coleta seletiva de lixo; 3. Estabeleça uma política ecológica de compras: priorize a compra de produtos ambientalmente corretos. Procure por produtos que sejam mais duráveis, de melhor qualidade, recicláveis ou que possam ser reutilizáveis; 4. Incentive seus colegas: fale com todos a sua volta sobre a importância de agirem de forma ambientalmente correta, não receie ser criticado, pois se conseguir conscientizar alguém será mais um do lado da natureza; 5. Não desperdice: confira se há desperdício de matéria-prima, recursos e até mesmo de esforço humano; 6. Evite poluir seu meio ambiente: faça uma avaliação criteriosa e identifique as possibilidades de diminuir o uso de produtos tóxicos; 7. Evite riscos: verifique cuidadosamente todas as possibilidades de riscos de acidentes; ambientais e tome a iniciativa ou participe do esforço para minimizar seus efeitos. Não espere acontecer um problema! Antecipe-se! 8. Anote seus resultados: registre cuidadosamente suas metas ambientais e os resultados alcançados. Isso ajuda não só a que você se mantenha estimulado como permite avaliar as vantagens das medidas ambientais adotadas; 9. Comunique-se: no caso de problemas que possam prejudicar seus vizinhos e outras pessoas, tome a incitava de informar, a tempo hábil, para que se possa minimizar prejuízos; 10. Arranje tempo para o trabalho voluntário: considere a possibilidade de dedicar uma parte do seu tempo, habilidade e talento para o trabalho voluntário ambiental a fim de fazer a diferença dando uma contribuição concreta e efetiva para a melhoria da vida do planeta.
Estes prêmios lindos eu recebi da minha querida Camila do http://camilaarteemcasa.blogspot.com/. Ela é muito fofa e sempre me joga lá pra cima! Seus comentários são gentis, carinhosos e sinceros e, apesar da diferença de idades, da distância e do insignificante fato de não nos conhecermos pessoalmente, somos muito amigas, amigas da alma e do coração.
BEIJOS CAMILA E OBRIGAAADA!!!
Bem, quanto ao desafio, vamos então a ele:
DESAFIO 1.Sonho com um corpinho...mais ágil e com uns quilinhos à menos 2.Sonho com uma viagem... à Santiago de Compostela (fazendo o caminho dos Peregrinos) e tb à Paris!! é claro!!
3.Sonho com um príncipe... já achei o meu e olha que o tempo passou e ele NÃO virou sapo (rsrsrs!!) 4.Sonho com uma familia...sempre em paz e harmonia
5.Sonho com uma festa....de arromba, daquelas em que todos se divertem de verdade!!! 6.Sonho com uma grana...que seja o suficiente para ser feliz com minha família
7.Sonho em fazer amor...numa praia deserta e ao luar (UAU!!!)
8.Sonho com um Brasil...de PRIMEIRO MUNDO! 9.Sonho em ajudar... à todos que vierem me pedir ajuda
10. Sonho mais maluco que já tive... que entrei em um disco voador com uns "humanóides" prateados e sobrevoei todo o meu bairro, minha casa e minha cidade. Depois fui para o espaço e de lá vi a terra, linda! toda azul!! Foi um sonho incrível! Depois eles me deixaram no mesmo lugar, em frente à janela do meu quarto, e quando eu acordei (num susto, sabe?!) parecia tudo tão real!! O mais incrível desse sonho é que no dia seguinte saiu no jornal que houve um blackout em parte da cidade e uns "Objetos voadores" não identificados foram vistos por várias pessoas.
(UI!!! Será que eu fui mesmo??????) Até hoje me pergunto. Isso já faz muuuiiito tempo!! Eu tinha uns 12 anos então. Que ano foi isso?? Ah! deixa isso pra lá! (rsrs)
Era uma vez uma caixinha velha que antes servia para guardar "fitas cassete" (Uau!). Estava jogada lá, em um canto qualquer, inútil, quase indo para o lixo. Mas... eis que de repente, um olhar, uma idéia e... surge, então, um "guarda incenso", da obscuridade para a utilidade. Não é essa a idéia?? A experiência, bem sucedida, acho eu, foi com a técnica de pintura que reproduz os efeitos do couro e o decoupage em alto relevo. O tema, tirado de propagandas de revistas, serviu como luva ao propósito.
A boneca é a Nany que carrega sua filhinha no "cangurú". Ela também estava lá, esquecida, mas prontinha para "vir ao mundo" há muito tempo. Em partes dispersas, pés, mãozinhas, rostinho em branco, desenhado apenas no papel e sempre que eu a encontrava, aquele reincidente pensamento aflorava:
_ "Meu Deus!!Preciso fazer essa boneca logo!!"
e o "logo" demorou meses...muiiiitos meses! Mas, o dia enfim chegou e ela e sua filhinha estão aí. Deveriam ter chegado para o Dia das Mães, mas chegaram antes do mês terminar. Espero que gostem!
Que todas as mães sejam abençoadas e que todos os filhos amem, beijem e abracem suas mães, hoje, e amanhã também. Que todas as mães tenham fé, que sejam mulheres fortes a irradiar esperanças. Que todos os filhos ouçam o que suas mães dizem, compreendam, pois é importante. Que todas as mães acreditem nos seus filhos, apostem neles e os encoragem para a vida. Que todas as mães e seus filhos sejam felizes, hoje e sempre!
São os votos dessa, que também é mãe e também é filha, a todas as mães e filhas que por aqui passarem.
O mundo musical comemorou nos anos 70 o centenário de uma das mais marcantes manifestações da Música Popular Brasileira, o choro (ou chorinho), cujo patrono é Alfredo da Rocha Viana Jr., mais conhecido como Pixinguinha (1897 - 1973). O Colóquio das Artes vem, então, homenagear o mestre Pixinguinha e o chorinho, arte pura e genuína. O dia 23 de Abril ficou consagrado, oficialmente, como o Dia Nacional do Choro, por ser o dia em que se comemora o aniversário de Pixinguinha. Foi ele quem chamou a atenção para este gênero musical instrumental, que exige daqueles que o executam um domínio técnico e uma grande capacidade de improvisação. Pixinguinha foi um menino prodígio, aos 12 anos já tocava cavaquinho, aos 13 passava ao bombardino e a flauta. Até hoje é reconhecido como o melhor flautista da história da música brasileira. Aos 17 anos grava suas primeiras instrumentações, vindo, no ano seguinte, a gravar suas primeiras composições, nada menos que as pérolas “Rosa” e “Sofres Porque Queres”. Entre seus eternos sucessos destacam-se “Carinhoso", "Ingênuo", "Modesto", "Ainda me recordo", "Um a Zero", as valsas "Rosa" e "Querendo bem". Formou um grupo musical chamado "Os Oito Batutas”. Mais velho trocaria a flauta pelo saxofone. A obra de Pixinguinha é extensa e abrange sambas, choros e revistas musicais. Mas o Rio musical tem ainda outros nomes representantes do choro: Jacó do Bandolim com seu grupo "Época de Ouro" ("Noites Cariocas", "Doce de Coco"), Waldir Azevedo ("Brasileirinho", "Carioquinha"), Ernesto Nazaré ("Odeon", "Brejeiro"), Altamiro Carrilho, Abel Ferreira, Paulinho da Viola, Joel Nascimento, Déo Rian (que passou a liderar o "Época de Ouro" depois da morte de Jacó em 1969), Paulo Moura (com os novos "Oito Batutas"), Henrique Cazes e outros. Até o grande Heitor Villa-Lobos (1887 - 1959) em sua infância já curtia o choro no "milieu" dos chorões, influência para seu posterior ciclo dos "14 Choros", considerados a "essência da alma brasileira". O choro é, portanto, a espinha dorsal do instrumentista brasileiro, é um estado de espírito que reflete a malícia e o jeitinho do povo carioca. Tristeza & alegria caminham lado a lado de mãos dadas
Se tem uma coisa que não consigo abrir mão é do tal do "cafezinho". Sabe?! Aquele logo cedinho que te ajuda a acordar ou aquele outro, no finalzinho da tarde, geralmente acompanhado com um pãozinho quentinho e uma manteiga bem derretida pelo calor!! Puxa! IRRESISTÍVEL não é?
Pois é, não acordo sem ele, só depois é que meu dia começa de fato. Pensando nisso fiz esse porta filtros em decoupage. Assim, possoas como eu, que também adoram um café e desejam ter a cozinha bonita e organizada, terão sempre à mão o filtro de papel na hora do preparo, tornando ainda mais gostoso esse momento. Nós precisamos mesmo é disso, de bons momentos, de coisas simples como um lanchinho no final da tarde, com a família ou mesmo sozinhos. Precisamos aprender a saborear esses momentos e cultivar boas lembranças.
Eis aí mais um porta retratos. Nesse eu fiz uma pátina azul marinho e dei-o ao meu filho, com uma linda foto que ele tirou com a namorada na praia da Barra da Tijuca. Para entrar no clima romântico da foto e também na paisagem marinha, coloquei conchinhas de verdade (e outras de mentira). Mas, para dar o toque final, juntei um belo pôr de sol (criado artificialmente pelo flash) e fechei o cenário. Isso até me fez lembrar o Tim Maia nos versos finais de Azul da Cor do Mar,
Recebi de nossa amiga Lydia"sonhos-em-papel.blogspot.com" um lindo mimo em homenagem ao "dia da amiga virtual", que foi ontem, dia 26 de março. Agradeço de coração à querida Lydia e repasso à todas vocês.
Quero aproveitar tb para avisá-las que o blog da nossa querida Camila"camilaarteemcasa.blogspot.com" está com problemas. Quando acessamos aparece mensagem da blogger avisando que o blog "camila arte em casa" foi removido. Entrei em contato com ela por e-mail e ela me disse que não sabe o que aconteceu, pois tb não tem mais acesso ao blog e tudo que postou se perdeu. Ela está muito triste e não sabe o que fazer. Se alguém souber como ela pode recuperar o blog avise ok? Com isso, ela perdeu tb os nossos endereços. Mas envia um bj à todas.
Essa belezinha estava na minha cabeça e no meu coração há muito tempo. Aí eu resolvi deixar ela nascer e dei a ela o nome de Nita. Por que esse nome? Sei lá! Era o nome dela, mesmo antes de vê-la assim, prontinha. É Nita de bonita, ou é Nita de Anita, ou pode ainda significar "Pequena". Não importa. Esse é o nome dela. Talvez seja o nome da criança que ainda está em mim tentando brincar de boneca. Então, eu pergunto a todas as meninas que, (eu sei) estão aí... escondidinhas em vocês,
Todo Carioca tem orgulho de sua cidade, apesar de todos os pezares. E, como Obra de Arte que é, feita pelas mãos da Natureza, e sendo eu uma cidadã carioca, o Colóquio das Artes não poderia deixar de homenageá-la. Mas, modéstia à parte, o Rio de Janeiro continua mesmo lindo. O Sol que reina esplêndido traz seu brilho pelas manhãs, sempre com promessas de dias melhores. E nós acreditamos, mesmo se chover. As paisagens sob o sol são de uma beleza tal, que nenhuma desordem urbana consegue ofuscar.
E o Rio completou seu 443º aniversário.
Estácio de Sá foi seu fundador, em 1º de março de 1565.
O primeiro objetivo da fundação da cidade foi a expulsão dos franceses que já se encontravam na área há pelo menos 10 anos.
Ele, Estácio de Sá, morreu em 20 de fevereiro de 1567, em conseqüência de uma flecha envenenada, um mês depois de, finalmente, conseguir expulsar os franceses. O litoral fluminense sempre atraiu colonizadores portugueses e corsários franceses em razão do rendoso comércio de pau-brasil. Ocupando posição estratégica no litoral sul da colônia, na Baía de Guanabara, a povoação cresceu como região portuária e comercial.
No século XVIII, com o desenvolvimento da mineração, o Porto do Rio de Janeiro tornou-se o principal centro exportador e importador para as vilas de Minas Gerais, por onde saíam ouro e diamantes e entravam os negros escravizados e os manufaturados, entre outros produtos (os escravos eram considerados assim mesmo, “produtos”).
Em 1763 a cidade transformou-se na sede do Governo Geral, em substituição a cidade de Salvador. Em 1808, com a chegada da família real, o Rio tornou-se a sede do governo português. Mesmo após a independência, em 1822, a cidade continuou como capital, enquanto a província enriquecia com a agricultura canavieira da região de Campos e, principalmente, com o novo cultivo do café no Vale do Paraíba. Para separar a província e a capital do Império, a cidade converteu-se, em 1834, em município neutro e a província do Rio de Janeiro passou a ter como capital a cidade de Niterói. Como centro político do país, o Rio concentrava a vida político-partidária do Império e os movimentos abolicionista e republicano. Durante a República Velha, com a decadência de suas áreas cafeeiras, o estado perdeu a força política para São Paulo e Minas Gerais. O processo de enfraquecimento econômico e político do Rio continuou após a Revolução de 1930. A economia fluminense não se beneficiou da industrialização, apesar do estado ter sido escolhido para sediar a Companhia Siderúrgica Nacional, em Volta Redonda, ponto de partida para a implantação da indústria de base em todo o país.
E assim... continua até hoje, com muitos problemas, mas sem perder a majestade, a beleza e a esperança.
Então, PARABÉNS ao Rio de Janeiro e ao povo carioca, que luta para solucionar seus problemas, sem deixar de SORRIR.
Se eu fosse um mês seria...SETEMBRO Se eu fosse um número seria...13 (Dá Sorte) Se eu fosse um planeta seria...SATURNO e seus anéis Se eu fosse uma direção seria...SUDESTE Se eu fosse um móvel seria...Um DIVÃ Se eu fosse um líquido seria...CHAMPAGNE Se eu fosse um pecado seria...PREGUIÇA Se eu fosse uma pedra seria...Um RUBI Se eu fosse um metal seria... OURO Se eu fosse uma árvore seria... Um frondoso EUCALÍPTO Se eu fosse uma fruta seria... Uma MANGA ESPADA Se eu fosse uma flor seria... Uma ORQUÍDEA Se eu fosse um clima seria...QUENTE Se eu fosse um instrumento musical seria... Um PIANO Se eu fosse um elemento seria... O FOGO Se eu fosse uma cor seria...LARANJA Se eu fosse um animal seria...Qualquer FELINO Se eu fosse um som seria...O do VENTO Se eu fosse letra de música seria...Canção da América (Milton Nascimento) Se eu fosse uma canção seria...Stairway to Heaven (Led Zeppelin) Se eu fosse um estilo de música seria... O ROCK’N ROOL Se eu fosse um perfume seria...ROMANCE (Ralph Lauren) Se eu fosse um sentimento seria... O AMOR Se eu fosse um livro seria... As Brumas de Avalon (Marion Zimmer Bradley) Se eu fosse uma comida seria…FONDUE de queijo Se eu fosse um lugar (cidade ) seria...PARIS ou o RIO Se eu fosse um gosto seria...CHOCOLATE Se eu fosse um cheiro seria…De TERRA quando começa a chuva Se eu fosse uma palavra seria...MÃE Se eu fosse um verbo seria...CUIDAR Se eu fosse um objeto seria…Uma FOTOGRAFIA Se eu fosse uma roupa seria… Um VESTIDO longo chiquéééérrimo Se eu fosse uma parte do corpo seria... Os OLHOS Se eu fosse uma expressão seria…Um SORRISO Se eu fosse um desenho animado seria..Os Herculóides (Ui!!Alguém lembra?) Se eu fosse um filme seria... LA VITA È BELLA (Roberto Benigni) Se eu fosse uma forma seria…Um objeto tridimensional gerado pela superfície de revolução de um retângulo, vulgo CILINDRO Se eu fosse uma estação seria…PRIMAVERA Se eu fosse uma frase seria…"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”
Esse blog está nascendo aos poucos. Vem para dar mais expressão ao que faço...meus "projetos artesanais". Quando descobri os blogs de artesanato conheci gente talentosa e criativa, o que despertou em mim a vontade de seguir por esse caminho. Estou só começando, entrando na brincadeira devagar.Espero que gostem, tanto quanto eu, dessa brincadeira que envolve o universo das cores, dos tecidos, das tintas, dos feltros, dos bonecos, das caixinhas,dos colares, dos recicláveis e...o que mais chegar. Se desejarem alguma peça, mandem um recado para mim. Apareçam de vez em quando que prometo ter sempre coisas interessantes!Obrigada e, SEJAM BEM VINDOS!!!
Campanha
Seguidores
MIMO
Esse eu recebi da Luciana, a Lú do "Lú Fazendo Arte". Obrigada meeesmo, vc mora no coração!
MIMOS E CARINHOS
Todos esses aí eu recebi da Fofa da Rô do blog Na casa da Vovó. Obrigada minha querida!!
todos os trabalhos apresentados são exclusivos e feitos de forma artesanal. Para futuras encomendas ou, simplesmente para trocar idéias, mande mensagem para lila.v.rossi@gmail.com
MIMO
Recebi este da querida Ana http://blogfaniquito.blogspot.com/ Obrigada amiga! Repasso para: Camila (Arte em Casa), Lydia (Sonhos em Papel), Nina (Nina Artes), Lú (Lú Fazendo Arte), Astrid (Navegante do Infinito) e Rô (Casa do Vovó) com muito carinho, pois sou mesmo VICIADA em seus blogs.
MIMO
Esse recebi da querida Lydia http://sonhos-em-papel.blogspot.com valeu amiga!!
MIMO
Esse mimo eu recebi da querida Luciana, a LÚ fotolog.terra.com.br/lufazendoarte e repasso com carinho para a Eli http://www.eliartes.blogspot.com
MIMOS
Miminhos da Camila http://camilaarteemcasa.blogspot.Valeu mesmo amiga!!!!
MIMO
Recebido da Eli Artes http://eliartes.blogspot.com Valeu Eli!!
MIMO
Mais um miminho recebido da Camila. Obrigada amiga!
MIMOS
Recebi da Camila http://camilaarteemcasa.blogspot.com/ Obrigada querida!!
Esse também
MIMO
Recebi do blog http://nile-santos.blogspot.com/. Obrigada Nile
MIMO
Recebi da Lydia http://sonhos-em-papel.blogspot.com/ Obrigada amiga
Eu pedi forças... e Deus deu-me dificuldades para fazer-me forte.
Eu pedi sabedoria... e Deus deu-me problemas para resolver.
Eu pedi prosperidade... e Deus deu-me cérebro e músculos para trabalhar.
Eu pedi coragem... e Deus deu-me obstáculos para superar.
Eu pedi amor... e Deus deu-me pessoas com problemas para ajudar.
Eu pedi favores... e Deus deu-me oportunidades.
Eu não recebi nada do que pedi... mas eu recebi tudo de que precisava.
Autor desconhecido
O Artesanato e sua História
Formação Social no Neolítico
Uma das mais importantes conquistas na formação das primeiras civilizações humanas estabelece-se em um novo período da Pré-História. Foi durante o Neolítico ou Idade da Pedra Polida que ocorreram as grandes transformações no clima e na vegetação. O continente europeu passou a contar com temperaturas mais amenas e a prática da caça e da coleta se tornaram opções cada vez mais difíceis. A agricultura e o conseqüente processo de sedentarização do homem se estabeleceram, gradualmente, e a estabilidade obtida por essas novas técnicas de domínio da natureza favoreceu a formação de grandes aglomerados populacionais. Desse modo, novas formas de organização social surgiram e, assim, as primeiras instituições políticas do homem podem ter sido formadas nessa época. A criação e o abandono de formas coletivas de organização sócio-econômicas podem ser vislumbrados no Neolítico. Conforme alguns pesquisadores, as primeiras sociedades complexas, criadas em torno da emergência de líderes tribais ou a organização de um Estado, são frutos dessas transformações. No fim do período Neolítico também ocorreu a chamada Idade dos Metais. Nessa época, o desenvolvimento de armas e utensílios criados a partir do cobre, do bronze e, posteriormente, de ferro se tornaram usuais. Nesta fase o comércio e a indústria começam a tornar-se independentes, cidades e mercados começam a nascer e a se desenvolver, a população se aglomera e se diferencia. A produção primária deixa de ser ocupação principal e passa a ser uma atividade subsidiária do comércio e da industria manual.O aumento da riqueza e a acumulação de terra e alimento nas mãos de poucos gera necessidade de troca de produtos e nova divisão do trabalho. O artista emerge, então, do meio familiar, e passa a ser um artífice, quer dizer, um especialista ou profissional artista. Essa especialização, somada à formação de uma elite exigente e preparada de conhecedores culturais, leva à uma maior perfeição do trabalho manual, ou seja, o domínio de materiais e o trabalho bem acabado, contrapõem-se a espontaneidade e a despreocupação da arte praticada anteriormente. A concentração da população nas cidades e o conseqüente contato entre diferentes camadas da sociedade gerou em estímulo social, o mercado flutuante e anti-tradicionalista, o comércio externo, a economia monetária (mesmo rudimentar) e a deslocação da riqueza (provocada pela moeda) contribuíram pra a criação de um estilo mais dinâmico e mais individualista na arte.As Primeiras entidades para as quais os artistas trabalharam foram os sacerdotes e príncipes, nas oficinas dos templos e dos palácios, onde os artistas trabalhavam tanto como empregados quanto como escravos. As instituições, usavam os artistas para manter e perpetuar seu poder, e o receio à inovações levaram-nas a declarar regras tradicionais de arte. Assim, as Oficinas eram escolas onde eram treinados jovens artistas. Tinham um caráter acadêmico e escolástico, seguindo os modelos universalmente aceitos.A grande procura dos mesmos motivos e as mesmas tarefas realizadas fizeram crescer o hábito de trabalhar seguindo padrões medíocres, porém, assegurou um nível médio comparativamente elevado (típico da arte egípcia). Havia também oficinas nos grandes domínios senhoriais e nos bazares das cidades, bazares estes que reuniam pequenos ateliês independentes, empregavam somente mão-de-obra não escrava e tinham como objetivo a libertação da intervenção do mercador, pois produziam e vendiam no mesmo local e promoviam a cooperação. Esse sistema dá origem a indústria independente, quer dizer, o trabalho passa a ser desenvolvido em bases profissionais, sob encomendas, e ao mesmo tempo destinado ao mercado livre. O primitivo produtor é então convertido em operário manual e liberto dos limites da economia doméstica, na qual a produção é limitada às necessidades internas e imediatas. Agora o artífice trabalha para um cliente. Com a separação dos ofícios manuais da economia familiar e a dificuldade de manipulação de ferramentas, os trabalhos que antes cabiam às mulheres passam a ser ofícios de homens (ex. cerâmicas). As obras de arte não tinham fins estéticos e muitas foram feitas no interior de santuários ou em sepulcros. A demanda de trabalhos de arte sepulcral foi tão grande no Egito, por exemplo, que a profissão de artista pode ser considerada uma forma autônoma de atividade economicamente auto-suficiente. Contudo, o papel acentuado da arte como atividade subordinada, principalmente a uma elite, fez o artista não ser reconhecido ou valorizado. O pintor e o escultor eram apenas artífices anônimos nessa fase, eram trabalhadores manuais numa época em que o trabalho manual era considerado desonroso. Mas, apesar disso, foi uma época marcada por um grande desenvolvimento da organização do trabalho artístico, do emprego de assistentes variados, da especialização e da combinação das realizações individuais. E assim, com o desenvolvimento dos primeiros Estados e o aparecimento da escrita, o período Neolítico finaliza o recorte de tempo da Pré-História e abre as portas para o estudo das primeiras civilizações da Antigüidade. Continua...
Bibliogr. *HAUSER, Arnold. História Social da Arte e da Cultura. vol. I. Jornal do Fôro. Lisboa. 1954. pp. 43/54. *MARTINS, Saul. Contribuição ao Estudo Cientifico do Artesanato. Belo Horizonte. Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais. 1973. *pt.wikipedia.org/
A Arte e sua História
Les Demoiselles d'Avignon - Picasso 1907
A História da Arte é uma disciplina que estuda a dinâmica criativa das sociedades através da análise dos objetos artísticos produzidos e legados por diferentes povos ao longo dos tempos. Do latim “Ars”, significando técnica e/ou habilidade, a arte geralmente é entendida como a atividade humana que está ligada a manifestações de ordem estética, feita com a intenção de estimular os sentidos humanos e transmitir emoções e idéias. A definição de arte, no entanto, é fruto de um processo sócio-cultural que depende do momento histórico, variando ao longo do tempo, na forma ou estilo. Tem raízes primitivas, com as pinturas nas cavernas feitas pelos ancestrais do homem, e, desde então, sua função tem sido representar nosso mundo externo e o mundo interior do artista, decorar o dia a dia, explicar e descrever a história através dos tempos e, ainda, explorar o mundo e o próprio homem. Os historiadores de arte buscam determinar os períodos que empregam certo estilo estético, denominando-os por “movimentos artísticos”. Pela arte temos o registro de idéias e os ideais das culturas e etnias, sendo, portanto, importante para a compreensão da história do homem e do mundo. O resultado de uma arte pode trazer consigo toda a história de uma nação, de uma região, de um povo, de um acontecimento, de uma vitória ou de um fracasso. A arte está em toda parte não se restringindo apenas à pintura ou escultura, mas também à música, cinema, dança, teatro, literatura, fotografia, etc. O ser que faz arte é o artista e faz arte segundo seus sentimentos, valores, seu conhecimento, suas idéias, sua criatividade e imaginação, deixando claro que cada obra de arte é uma forma de interpretação da vida. Desse modo, formas artísticas podem extrapolar a realidade, exagerar coisas aceitas ou simplesmente criar novas formas de se perceber a realidade. Arte ainda pode ser considerada sinônimo de beleza ou transcendência, assumindo assim, um caráter subjetivo. A interpretação da obra depende do observador, da perspectiva e do contexto. Portanto, inversamente a própria subjetividade da arte, demonstra a sua importância no sentido de facilitar a troca e discussão de idéias. Conhecer o gênio criador de um povo exige estudo e sensibilidade. O olhar crítico, sendo assim o encontro da percepção e do conhecimento, constitui-se numa atitude de fecunda criatividade. Conhecer a arte é aprender a olhá-la criticamente, é experimentar a transformação do olhar. Essa transformação não ocorre apenas na lida com objetos artísticos, mas em todas as áreas do saber humano, pois a crítica é matéria-prima da criatividade. Continua...
Arte rupestre é o nome que se dá às mais antigas representações pictóricas conhecidas (Paleolítico Superior de 50 000 a 10 000 anos atrás), gravadas em abrigos ou cavernas ou também em superfícies rochosas ao ar livre. São milhares os exemplos de pinturas pré-históricas, encontradas em centenas de cavernas, sendo as mais importantes, Niaux, Font-de-Gaume e Lascaux, na França e as de Altamira, na Espanha. Essas pinturas permanecem conservadas graças aos terremotos e deslocamentos menores de terra, que foram fechando as aberturas das grutas, salvando, com isso, as pinturas da ação destrutiva do tempo. As tintas, de base orgânica, não resistem à ação dos microrganismos que se desenvolvem em determinadas condições de umidade. Os pigmentos usados nessas pinturas foram extraídos de óxidos minerais, ossos carbonizados, carvão vegetal e, possivelmente, sangue dos animais abatidos. O que mais intriga os estudiosos é qual foi a verdadeira função da arte rupestre . Algumas teorias atribuiam a essas pinturas um caráter ornamental, outras uma necessidade de expressão artística e, finalmente, as que lhe atribuiam um cunho ritualístico ou uma intenção mágica. A teoria que, ainda hoje, é a mais aceita é a de que essas pinturas serviriam como técnica mágica para a obtenção de alimentos. Como as culturas que produziram esse tipo de arte viviam predominantemente da caça e da coleta, deduz-se que o caçador, ao pintar um bisão, acreditasse estar facilitando a sua captura, ou seja, a arte-magia significava para os povos caçadores a garantia de êxito na próxima caçada, condição necessária para a sua própria sobrevivência. A predominância do tema tratado nas pinturas das cavernas eram, portanto, os animais. Cavalos, vacas, bisões, muitos em tamanho natural e todos de corpo inteiro. As representações humanas e de plantas eram raras e o desenho, de modo geral, era firme, e o artista hábil em realçar a força, a tensão e o movimento, dramatizando-os num notável trabalho de observação. continua....
Arte Rupestre Continuação
Vênus de Willendorf
O conjunto de pinturas e gráficos de LASCAUX constitui um dos mais belos documentos da arte pré-histórica. Lascaux foi descoberta acidentalmente, em 1940, por quatro meninos que, seguindo seu cachorro, acabaram entrando por uma pequena abertura, produzida pelo tempo, na parede externa da caverna. A gruta foi visitada durante anos por milhares de pessoas, mas se constatou que a abertura da caverna e a passagem contínua de turistas alterava a umidade interna, o que favorecia o desenvolvimento de fungos e algas que danificavam a pintura. Assim, Lasxaux foi fechada ao público, que hoje admira as reproduções expostas no museu vizinho à caverna. A escultura também ocupou o tempo do homem primitivo. Figuras femininas, de pedra ou marfim, foram encontradas às centenas entre os trabalhos do período Paleolítico Superior, sobretudo do chamado período aurignaciano (sítio de Aurignac, na França). As estatuetas, de modo geral, mostram mulheres de grandes seios, ventre saltado e nádegas enormes. A estas esculturas é atribuído um sentido mágico, propiciatório da fertilidade feminina. As "Venus Esteatopígicas" são manifestações artísticas das mais primitivas do "Homo Sapiens" e que demonstram sua capacidade de simbolizar. Os arqueólogos denominaram as estatuetas de Vênus, acreditando que elas correspondiam a um ideal de beleza do homem pré-histórico, mas talvez, como na pintura mágica, o artista quisesse mesmo ressaltar as características da fertilidade feminina e por isso acentuava-lhes os volumes. Esse temário constante e limitado - mulheres e animais - é bastante lógico, pois os animais garantiam a subsistência e as mulheres representavam a continuidade da descendência. Continua...
Arte Rupestre Continuação.
Parque Nacional da Serra da Capivara
No Brasil são encontrados diversos sítios arqueológicos com manifestações de arte rupestre. Os mais conhecidos são: Naspolini, no Estado Santa Catarina. Lagoa Santa e Varzelândia em Minas Gerais. Toca da Esperança na Bahia Florianópolis, Também em Santa Catarina. Serra da Capivara no Piauí. As cidades mais próximas são Coronel José Dias e São Raimundo Nonato (30 km). Nas regiões do Seridóe na chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte, tendo como destaque o Lajedo de Soledade. Segundo informação da "FUMDHAM", Fundação Museu do Homem Americano, de São Raimundo Nonato, há 260sítios arqueológicos com pinturas rupestres na área do Parque Nacional da Serra da Capivara, que foi criado em 1979. De acordo com informações não confirmadas, as pinturas rupestres dos mencionados sítios teriam idade entre 10.000 e 12.000 anos, porém estudos mais recentes datam 50.000 anos. Mas, alguns estudiosos consideram impossível a data de 50.000 anos, uma vez que se estima que os primeiros Homo Sapiens chegaram a América, pelo estreito de Bering, a apenas cerca de 13.000 anos. A questão continua em aberto. Além da arte pré-histórica há um outro tipo de arte primitiva realizada pelos índios e outros povos que habitavam a América antes da chegada de Colombo. Os povos Maias, Astecas e Incas são representantes da arte pré-colombiana. A história destes povos é contada através de sua arte (pinturas, esculturas e templos grandiosos, construídos com pedras ou materiais preciosos). Nos dias de hoje também é possível encontrar arte primitiva. Alguns exemplos são as máscaras para rituais, esculturas e pinturas feitas pelos negros africanos. Há ainda a arte primitiva entre os nativos da Oceania e também entre os índios americanos, que fazem objetos de arte primitiva sempre apreciados .
A atividade econômica é uma das etapas iniciais no processo de evolução do homem e, através das mãos, ele abriu o caminho rumo ao progresso. Há tempos remotos o ser humano inventa e constrói instrumentos, descobrindo processos que aumentem a eficácia da ação produtiva. A soma de tais processos, podemos supor, trata-se de artesanato, embora inaugural, visto que, àquela época, eram as técnicas muito elementares e em número reduzido. De maneira geral, o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-prima em objetos úteis e quem realiza esta atividade é o artesão. Este reproduz os objetos, seguindo a tradição familiar, ou cria novos, conforme suas necessidades. A transformação da matéria bruta pelo homem, pode representar uma forma de produção que se desenvolve na procura do útil ou pode representar uma forma de expressão, caso procure a beleza. A arte, representada pelo artesanato, deve ser entendida, em parte, como na concepção Aristótélica, ou seja, como arte mecânica, técnica, arte de fazer ou ofício. O estilo do artesão é que empresta originalidade a seus objetos, como uma marca pessoal, mas recebendo a influência do ambiente e dos modos de vida próprios da área cultural a que pertence. A escolha do campo de trabalho artesanal, do ofício ou sua especificidade é ditada pela utilização dos recursos naturais, que deve ser adequado à transformação e ser abundante no local. Os índios da Ilha de Marajó, por exemplo, foram excelentes ceramistas pois dispunham de boa argila em quantidade suficiente para a produção das peças sem o seu esgotamento. Além da importância histórica o artesanato engloba valores que hoje o tornam reconhecido, universalmente, tais como: Valor Social — Possibilitando ao artesão condições de subsistência e representando um elemento de equilíbrio e coesão, indispensáveis para a paz social. Valor Artístico — Despertando aptidões latentes e aprimorando o intelecto. Os “trabalhos manuais”, na verdade, são trabalhos intelectuais, pois exigem das mãos obediência a impulsos mentais inteligentes, deslocando a matéria-bruta, grosseira e passiva e convertendo-a, com sua imaginação, em objeto útil e belo. É a idéia que deseja a forma e não a mão, esta é um valioso e imprescindível instrumento. O povo não costuma fazer arte desinteressada ou arte pela arte, mas suas peças também podem revelar qualidade, estilo, sensibilidade e inteligência. Assim, a experiência artesanal pode ser uma fase de sua formação artística. Valor Pedagógico — Direcionando a utilização das habilidades artesanais para fins benéficos ao indivíduo e a seu meio social. Os trabalhos manuais são de grande valor também para a criança em idade escolar, principalmente os de carpintaria, modelagem e papel recortado. Valor Moral — Aperfeiçoando o indivíduo, moral e espiritualmente, afastando-o do vício e da delinqüência. Valor Terapêutico — Abrandando o temperamento agitado ou agressivo, trazendo auto-estima e permitindo a expressão de sentimentos e conflitos. Valor Cultural — Imprimindo traços de uma cultura nos objetos produzidos, preservando tradições, símbolos e crenças. Valor Psicológico — Revelando traços de personalidade e favorecendo a expressão através da arte. O progresso tecnológico teve uma influência negativa no artesanato, pois para aumentar a produção o artesão relevou o esmero e o acabamento que agregavam valor a suas peças. A esse fator negativo, somam-se a falta de incentivos, o xenofilismo, os modismos e o intermediário, que, dentre os inconvenientes mencionados, talvez seja o mais nefasto. O artesão precisou enfrentar o monopólio da máquina no processo de produção. Esses fatores figuram como causas do desprestígio do artesanato no início da Revolução Industrial, contudo, é preciso entender que, nessa luta pelo incremento artesanal, a peça feita a mão valoriza o homem, pois é resultante da criação e da habilidade, contém parte do ser, é uma extensão dele e não uma simples cópia. Os povos mais desenvolvidos passam a criar instituições destinadas ao incremento do artesanato e o realizam mediante exposições periódicas e feiras anuais de arte popular, com distribuição de prêmios, levantamentos de mapas artesanais, amparo comercial e outras medidas para difusão e aperfeiçoamento do trabalho artesanal. A proteção ao artesanato se esquematiza para produzir efeitos em longo e curto prazos. Um plano de proteção em longo prazo abrange a pesquisa, o ensino técnico-artesanal e a expansão turística. A pesquisa destina-se ao conhecimento da realidade artesanal, dos recursos naturais disponíveis em cada região e do mercado consumidor. A realidade artesanal tem relação com as formas usuais e suas características, com os processos empregados na produção de objetos úteis e com as condições sociais de trabalho. É a pesquisa que vai indicar o ramo artesanal adequado ao lugar, considerando, naturalmente, os fatores de natureza ecológica. http://www.eba.ufmg.br/alunos/kurtnavigator/arteartesanato/artesanato.html